Nunca consegui enumerar todas as coisas que eu gostava e as que você me fazia sentir. Primeiro, porque eram muitas. Segundo, porque algumas não tinham nome. Éramos extremamente felizes porque acreditávamos no amor, porque de início não víamos nada de empecilho, não víamos distancias, sejam de idades ou sejam de cidades, nós apenas vivíamos aquele presente que a vida parecia nos dar. E quando começaram surgir os planos, os sonhos, e fomos dando nomes para eles, a dar local e datas, e eu, então, parecendo um foguete a voar pelo céu de felicidade, vi você se afastando, medroso, inseguro. Mas que direito tinha eu de te fazer estar comigo todos os dias de amanhã? Que direito tinha eu de amarrar tuas mãos com a minhas?
Não precisava ter medo, você não tinha que arranjar uma forma de fazer tudo acontecer, tua única obrigação era me fazer sonhar.
(Cáh Morandi)
Taí. Genial! (By Patrícia Maria)
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Ontem eu fui numa ex igreja evangélica que virou churrascaria, e que quando ainda não era ex eu vivia passando em frente e fazendo piadinhas do lugar, humor negro religioso e tal, quem me conhece pode imaginar.
Pois bem, tudo corria bem, até o fatídico momento em que o vinho, do nada, salta da minha taça sozinho e mancha de cor-sangue-de-jesus, toda a mesa, incluindo meu namorado e eu. Comecei a desconfiar de forças ocultas, já que a taça permaneceu imovél entre os meus dedos, mas dada a minha falta de fé, ignorei o fato. Pois bem (2), eis que começo a sentir um mal estar súbito, e um peso nos meus ombros sem explicação. Imediatamente me veio a cabeça todos os filmes sobre espíritos que minha mente conseguiu alcançar. Engoli o espeto sem mastigar, bebi o vinho num gole só e saí rapidamente daquela ex-igreja-atual-churrascaria, torcendo pra que aquela frase sobre bruxas peron ecxiste e tal fosse mentira e amando o meu querido padre Quevedo.
Pois bem (3), foi só eu entrar no carro que o peso nos ombros desapareceu e o mal estar passou, já estava quase esquecendo que eu quase acreditei naquilo que eu sempre juro que vou morrer sem acreditar, quando o meu namorado me solta que no dia das crianças os médiuns só recebem espiritos de crianças. Ou seja, cheguei a conclusão de que caso, veja bem, é uma suposição, os espiritos realmente existam, eles são inteligentes o suficiente pra comemorar datas, logo, eles podem ser inteligentes o suficiente pra se vingar de quem sempre tirou sarro da casa deles quando era "templo sagrado" e resolve entrar com o maior respeito do mundo, pra se deliciar dos prazeres etílicos e carnívoros humanos.
Por via das dúvidas, tô pensando seriamente na hipótese de virar vegetariana e passar a vida me contentando com vinho branco.
Pois bem, tudo corria bem, até o fatídico momento em que o vinho, do nada, salta da minha taça sozinho e mancha de cor-sangue-de-jesus, toda a mesa, incluindo meu namorado e eu. Comecei a desconfiar de forças ocultas, já que a taça permaneceu imovél entre os meus dedos, mas dada a minha falta de fé, ignorei o fato. Pois bem (2), eis que começo a sentir um mal estar súbito, e um peso nos meus ombros sem explicação. Imediatamente me veio a cabeça todos os filmes sobre espíritos que minha mente conseguiu alcançar. Engoli o espeto sem mastigar, bebi o vinho num gole só e saí rapidamente daquela ex-igreja-atual-churrascaria, torcendo pra que aquela frase sobre bruxas peron ecxiste e tal fosse mentira e amando o meu querido padre Quevedo.
Pois bem (3), foi só eu entrar no carro que o peso nos ombros desapareceu e o mal estar passou, já estava quase esquecendo que eu quase acreditei naquilo que eu sempre juro que vou morrer sem acreditar, quando o meu namorado me solta que no dia das crianças os médiuns só recebem espiritos de crianças. Ou seja, cheguei a conclusão de que caso, veja bem, é uma suposição, os espiritos realmente existam, eles são inteligentes o suficiente pra comemorar datas, logo, eles podem ser inteligentes o suficiente pra se vingar de quem sempre tirou sarro da casa deles quando era "templo sagrado" e resolve entrar com o maior respeito do mundo, pra se deliciar dos prazeres etílicos e carnívoros humanos.
Por via das dúvidas, tô pensando seriamente na hipótese de virar vegetariana e passar a vida me contentando com vinho branco.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Eu tô triste, tristinha, mas sem graça que a top model magrela na passarela (parafraseando o zeca das balas, não fosse o tempo do verbo), mas é a fase, eu sei. Nada que um dia legal aqui, uma conversa ali, um carinho acolá, não resolva.
Na real, eu tô acostumada a viver no olho do furacão, só que a moda primavera verão 2009 é a porra da tempestade cair bem em cima do meu lado profissional.
Surpresa! A vida não é nada fácil pra quem nunca ganhou na mega sena.
Mas eu tenho um namorado que me dá colo, tenho uma família que me dá apoio e tenho amigos que seguram a minha barra. E é disso que eu preciso pra ter certeza de que fome eu não passo, embaixo da ponte eu não moro e que viver para o trabalho é coisa de gente que nunca teve amor, de nenhum tipo. O resto é luta, minha gente.
Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? E trabalho, amor, moradia? O que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: Sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, deus dará.
Pro meu benzinho.
Na real, eu tô acostumada a viver no olho do furacão, só que a moda primavera verão 2009 é a porra da tempestade cair bem em cima do meu lado profissional.
Surpresa! A vida não é nada fácil pra quem nunca ganhou na mega sena.
Mas eu tenho um namorado que me dá colo, tenho uma família que me dá apoio e tenho amigos que seguram a minha barra. E é disso que eu preciso pra ter certeza de que fome eu não passo, embaixo da ponte eu não moro e que viver para o trabalho é coisa de gente que nunca teve amor, de nenhum tipo. O resto é luta, minha gente.
Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? E trabalho, amor, moradia? O que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: Sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, deus dará.
Pro meu benzinho.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Rupestre
Porque tem uma hora que o mundo cinza parece começar também a se esmaecer. Lindas são as coisas que se destacam, lindas e cruéis e não cruéis por serem lindas. A criança que destrói os brinquedos e doma no aniquilamento o império da imaginação, a criança que manda em tudo e é Deus.
Desde muito cedo, desenvolvi o hábito de colorir paredes e saber o nome de tudo. A primeira coisa ilícita que fiz foi beber o curacao blue do bar de casa. Era bonito, quando o sol atravessava a garrafa e azulava a parede, com brilho e magia. Muito mais tarde, Pink Floyd e hoje em dia, eu no lado escuro da lua, apatriando os passos pequenos demais pra humanidade.
Semana que vem vou a uma festa a fantasia. Ainda não decidi se vou de piloto kamikaze ou Travis Bickle. Talvez vá de Rorschach. Talvez nem vá a essa merda.
Desde muito cedo, desenvolvi o hábito de colorir paredes e saber o nome de tudo. A primeira coisa ilícita que fiz foi beber o curacao blue do bar de casa. Era bonito, quando o sol atravessava a garrafa e azulava a parede, com brilho e magia. Muito mais tarde, Pink Floyd e hoje em dia, eu no lado escuro da lua, apatriando os passos pequenos demais pra humanidade.
Semana que vem vou a uma festa a fantasia. Ainda não decidi se vou de piloto kamikaze ou Travis Bickle. Talvez vá de Rorschach. Talvez nem vá a essa merda.
Nós somos mesmo um povo muito engraçado,
Se o país não conquista nada, somos um povo de merda, que nunca chega a lugar algum porque todos os políticos são ladrões, há muita violência, ninguém respeita ninguém e não merecemos mesmo ter direito a nada.
Se o país conquista o direito de sediar o maior evento esportivo do mundo, somos um povo de merda, que nunca chega a lugar algum porque todos os políticos são ladrões, há muita violência, ninguém respeita ninguém e ganhamos essa disputa sem merecer.
Ê meu país.
P.S: Não ouçam a Paty, ela está aqui com o único intuito de me contrariar.
Se o país não conquista nada, somos um povo de merda, que nunca chega a lugar algum porque todos os políticos são ladrões, há muita violência, ninguém respeita ninguém e não merecemos mesmo ter direito a nada.
Se o país conquista o direito de sediar o maior evento esportivo do mundo, somos um povo de merda, que nunca chega a lugar algum porque todos os políticos são ladrões, há muita violência, ninguém respeita ninguém e ganhamos essa disputa sem merecer.
Ê meu país.
P.S: Não ouçam a Paty, ela está aqui com o único intuito de me contrariar.
O Rio de Janeiro ganhou a disputa com Tóquio, Chicago e Madri, e vai sedear as olímpiadas de 2016.
Não, eu não acredito que isso vai ser bom para o país, pelo contrário, somos nós, povo brasileiro sofrido e trabalhador, que pagaremos a conta dessa festa.
Mas sem pensar muito no amanhã e focando na cerimônia, eu confesso que o discurso do Lula foi de emocionar até o homem das neves. E quando veio o anúncio final e as gentes importantes do Brasil começaram a pular-chorar-se abraçar-e-se comportar feito criança que ganha pirulito, eu fiquei bem contente. Não por termos derrotado as maiores economias do mundo ( e passado a perna na argentina, embora isso me deixe mega contente também), mas por sermos, talvez o único, país do mundo a não sentir vergonha de transformar uma cerimônia sisuda e convencional em um ensaio de escola de samba. Como disseram os maiores jornais do mundo, sem o Brasil, as disputas internacionais não tem a mesma graça.
O coração do Brasil é nossa carta de alforria. Fato.
P.S: Só senti falta do Galvão Bueno, pulando e gritando junto com Pelé: É Tetra! É Tetra! É Tetra!
Alguém sabe me dizer porque não levaram ele pra Dinamarca?
Grata.
Não, eu não acredito que isso vai ser bom para o país, pelo contrário, somos nós, povo brasileiro sofrido e trabalhador, que pagaremos a conta dessa festa.
Mas sem pensar muito no amanhã e focando na cerimônia, eu confesso que o discurso do Lula foi de emocionar até o homem das neves. E quando veio o anúncio final e as gentes importantes do Brasil começaram a pular-chorar-se abraçar-e-se comportar feito criança que ganha pirulito, eu fiquei bem contente. Não por termos derrotado as maiores economias do mundo ( e passado a perna na argentina, embora isso me deixe mega contente também), mas por sermos, talvez o único, país do mundo a não sentir vergonha de transformar uma cerimônia sisuda e convencional em um ensaio de escola de samba. Como disseram os maiores jornais do mundo, sem o Brasil, as disputas internacionais não tem a mesma graça.
O coração do Brasil é nossa carta de alforria. Fato.
P.S: Só senti falta do Galvão Bueno, pulando e gritando junto com Pelé: É Tetra! É Tetra! É Tetra!
Alguém sabe me dizer porque não levaram ele pra Dinamarca?
Grata.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Venho por meio desta, esclarecer que ontem eu não fiz greve de Patrícia, minha gente.
Estava eu, num dia péssimo, irritando, com meu adorável mau humor, até o meu cachorro que sequer mexe a cabeça pra estranhos. Sendo assim, optei por não aborrecer Patrícia ( a rainha do bailinho) com meu momento "O mundo é uma merda e eu quero morrer". Em nome da preservação dos nossos momentos de meninices-besteirol escrachado-e-risadas extravagantes, me calei.
Essa é a verdade-verdadeira, meu povo.
Fernanda M.
Estava eu, num dia péssimo, irritando, com meu adorável mau humor, até o meu cachorro que sequer mexe a cabeça pra estranhos. Sendo assim, optei por não aborrecer Patrícia ( a rainha do bailinho) com meu momento "O mundo é uma merda e eu quero morrer". Em nome da preservação dos nossos momentos de meninices-besteirol escrachado-e-risadas extravagantes, me calei.
Essa é a verdade-verdadeira, meu povo.
Fernanda M.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Só preciso de alguns abraços queridos, a companhia suave, bate-papos que me façam sorrir, algum nível de embriaguez e a sincronicidade: eu e você não acontecemos por uma relação causal, mas por uma relação de significado, que ainda estamos trabalhando!
(Caio Fernando Abreu)
Eu prometi nunca mais mandar Caio pro meu namorado. Mas ele tinha que ler isso.
(Caio Fernando Abreu)
Eu prometi nunca mais mandar Caio pro meu namorado. Mas ele tinha que ler isso.
sábado, 26 de setembro de 2009
Desabafo I
As porras das falsas pietàs. Cuzeiras, chupadeiras comedoras de merda. Eu pouco ou nada tenho a ver com a porra do encantamento inicial que sentem, com as porras das idealizações que se me fazem. Vão pra merda, filhas da puta.
Se não ressuscitar, porra de Jesus algum serve.
Se não ressuscitar, porra de Jesus algum serve.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Os livros na estante já não tem mais tanta importância, do muito que eu li, do pouco que eu sei, nada me resta. A não ser, a vontade de te encontrar e o motivo eu ja nem sei, nem que seja só para estar ao teu lado só pra ler no teu rosto uma mensagem de amor.
Declamado pela imensa saudade que eu sinto, não de tudo o que eu vivo quando estou ao seu lado, mas do mundo que temos enquanto somos.
Um amor, um lugar...
Declamado pela imensa saudade que eu sinto, não de tudo o que eu vivo quando estou ao seu lado, mas do mundo que temos enquanto somos.
Um amor, um lugar...
terça-feira, 22 de setembro de 2009
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