Reflitam em silêncio, senhores telespectadores.
Tá limpo. Sem ironia. Sem engano. Amanhã, depois, acontece de novo, não fecho nada, não fechamos nada, continuamos vivos e atrás da felicidade, a próxima vez vai ser ainda quem sabe mais celestial que desta, mais infernal também, pode ser, deixa pintar. Se tiver aprendido lições (amor é pedagógico?), até aproveito e não faço tanta besteira. Mas acho que amor não é cursinho pré-vestibular. Ninguém encontra seu nome no listão dos aprovados. A gente só fica assim. Parado olhando a medida do Bonfim no pulso esquerdo, lado do coração e pensando, pois é, vejam só, não me valeu.
A memória tem sempre essa tendência otimista de filtrar as lembranças más para deixar só o verde, o vivo. Antigamente, sempre era melhor, ainda que não fosse. Talvez porque já esteja, lá, tudo solucionado e a gente possa se ver, no tempo, como quem vê uma personagem num livro ou filme: aconteça o que acontecer, há um fim definido, predeterminado. Essa espécie de improvisação do agora, do que está sendo moldado, causa muito mais angústia. Não temos, como no samba, a menor idéia de como será o amanhã.
Caio Fernando.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Dicas de combinações importantíssimas.
- Rum não combina com Vinho e Nhoque e Sorvete Napolitano e Doritos.
- Casa do Rodrigo combina com almoços divertidos e bebedeiras inconsequentes.
- Truco combina com Talita e Fernanda jogando em parceria.
- Paty e Paulo combinam com São Paulo.
E a principal,
Amor combina com companheirismo, principalmente quando vômito combina com beijinho.
:)
- Rum não combina com Vinho e Nhoque e Sorvete Napolitano e Doritos.
- Casa do Rodrigo combina com almoços divertidos e bebedeiras inconsequentes.
- Truco combina com Talita e Fernanda jogando em parceria.
- Paty e Paulo combinam com São Paulo.
E a principal,
Amor combina com companheirismo, principalmente quando vômito combina com beijinho.
:)
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
... Não me sobra dinheiro, mas há muito tempo que não tenho nenhuma dívida e isso pra mim já é acalentador. Quando pinta alguma carona, vou até à Mercearia beber encostado no balcão, ficar mexendo nos livros e falando com o Marquinhos. Na terça-feira depois de assistir o show das atrizes que cantam, fui até à Mercearia. Pedi uma taça de vinho e fiquei lá bebendo sossegado. Aí apareceram essas garotas. Uma delas é de Quebec e disse que quer escrever um best seller e ficar rica. Achei engraçado. Acho que é mesmo possível escrever um best seller no Canadá e ficar rico. Tava lendo dia desses que nos EUA basta escrever um livro bem sucedido e pronto, é só viver das glórias dele. Por aqui é diferente, né? Depois elas me deram uma carona até o Parlapatões onde encontrei uma pá de outros amigos e a noite como sempre se estendeu. De manhã já muito bêbado, mandei um e-mail que não lembrava de ter escrito. Só no outro dia quando fui olhar na caixa de "enviadas" é que percebi que tinha escrito. Não me arrependo do que escrevi, porque é tudo verdade, mas é engraçado saber que só escrevi porque tava muito bêbado. Se tivesse sóbrio, não teria a manha de escrever o meu pensamento tão objetivamente. E depois ainda dizem que bebida faz mal. Fiquei orgulhoso do que escrevi. À noite fui à inauguração da Escola de Teatro. Encontrei uma rapaziada de Londrina trabalhando na produção da inauguração. A Patricia que eu não via há séculos tava trabalhando lá. Ela me viu lá fora encostado em um fusca conversando com alguns amigos e com o fone do meu MP3 em uma de minhas orelhas. Tava rolando aquela pá de discursos chatos e eu não tava com saco de ficar lá dentro ouvindo aquilo. Então ela disse: "Tira isso, Mário pra conversar com a gente". Respondi: "Não. Eu tô ouvindo o que você tá falando e tô ouvindo música também". Ela então riu e disse: "Você sempre foi assim, né? Rebeldezinho. Quando te conheci, você era um jovenzinho rebelde". Falei rindo: "Pois é, e hoje eu sou um velho rebelde. Algumas coisas não mudam, né?"
Ontem foi especial. Eu tava mezzo triste e mezzo alegre. Tava alegre porque tive uma tarde ótima e triste porque tive essa tarde ótima. Difícil explicar, né? Deixa pra lá. Não quero que todo mundo entenda. Como disse o meu amigo Basa no blog dele: "Escrevo pra reler certas coisas tempos depois e aprender algo sobre mim. Costumo contar problemas aqui no blog também pra não precisar encher o saco dos meus amigos contando isso pra eles. Prefiro sentar, tomar umas cervejas e dar risada do que ficar contando o quanto meu dia foi foda". Tocamos um rock and roll novo e foi divertido. Antes do show começar peguei uma garrafa de água e fiquei bebendo sentado na escada sozinho e vendo os caras da banda arrumando os equipamentos. Fiquei pensando: "Olha os caras aí. Eles gostam do que estão prestes a fazer. Eles se divertem e eu faço parte disso. Bom ter amigos assim. É um privilégio tocar com esses caras numa noite dessas depois da tarde que eu tive". Grande rock and roll. Me salva quase todos os dias desde o tempo que eu era um "jovenzinho rebelde" lá em Londrina. Bacana mesmo. Acho que queria conversar uma coisa ou outra com alguns amigos, mas eles pareciam estar todos ocupados com seus próprios problemas e resolvi deixar pra lá. Aí uma garota que eu conheço há muito tempo mas com quem nunca conversei direito veio falar comigo. Ela é dessas garotas espiritualizadas que percebem sinais nas outras pessoas. Ela me disse que sonhou comigo a noite toda e que quando acordou decidiu que precisava ouvir minha música e conversar comigo e que depois do show sentiu uma sensação ótima de reconhecimento, acho que foi algo assim que ela falou, não sei direito, mas ela disse uma pá de coisa bacana que me deixou um pouco constrangido. Tem pessoas que fazem a gente se sentir importante, né? Quando voltei pra casa sozinho ontem de manhã, foi pensando em tudo isso. Que a vida nos proporciona momentos realmente enternecedores. E por mais que estejamos tristes ou desconsolados, ainda assim é muito foda. Parei pra tomar um café com leite no bar do Fabinho. Pedi um pão na chapa e ele disse que ainda não tinha. Pensei: "Acho que saí do bar cedo demais" Comi um bolo de aipim com café e vim dormir com uma sensação de paz indescrítivel. Então daqui há algum tempo quando eu ler esse post que escrevi agora, vou lembrar que tive esse momento de paz nessa madrugada, que há anjos perdidos por aí e eu estou longe de ser um deles, mas saber indentificar já não é pra qualquer um. Estou acertando minhas contas com o tempo. Uma hora ele vem e te cobra.
*
A vida não me reservou nada de esplêndido, mas eu fui lá e arranquei dela. Esse é um mundo frio onde "raramente acontece um olhar com carinho", mas em alguns textos, elas insistem em arder de um jeito quase inexplicável, então é possível acreditar que um sujeito que estava disposto a atirar na cabeça do outro, minutos depois vá até o quarto buscar um cobertor para que o seu desafeto não passe frio deitado no sofá. Há muito já entendo generosamente que não há como passar por cima de nossos sentimentos mais simples. E isso faz toda a diferença.
*
Meia garrafa de whisky, dois filmes do Cassavetes, dois shows do Van Morrison. Existe um tipo de felicidade subterrânea que você não vai conseguir entender no seu dialeto. Você sequer faz idéia de quantas sílabas ela tem.
( Mário Bortolotto)
É esse cara que está hospitalizado, entre a vida e a morte, e que, infelizmente, diferente de Carla Perez, Netinho de Paula, Zezé de Camargo e derivados, nunca recebeu o prestígio da massa brasileira.
Ai, meu Brasil tão brasileiro...
Ontem foi especial. Eu tava mezzo triste e mezzo alegre. Tava alegre porque tive uma tarde ótima e triste porque tive essa tarde ótima. Difícil explicar, né? Deixa pra lá. Não quero que todo mundo entenda. Como disse o meu amigo Basa no blog dele: "Escrevo pra reler certas coisas tempos depois e aprender algo sobre mim. Costumo contar problemas aqui no blog também pra não precisar encher o saco dos meus amigos contando isso pra eles. Prefiro sentar, tomar umas cervejas e dar risada do que ficar contando o quanto meu dia foi foda". Tocamos um rock and roll novo e foi divertido. Antes do show começar peguei uma garrafa de água e fiquei bebendo sentado na escada sozinho e vendo os caras da banda arrumando os equipamentos. Fiquei pensando: "Olha os caras aí. Eles gostam do que estão prestes a fazer. Eles se divertem e eu faço parte disso. Bom ter amigos assim. É um privilégio tocar com esses caras numa noite dessas depois da tarde que eu tive". Grande rock and roll. Me salva quase todos os dias desde o tempo que eu era um "jovenzinho rebelde" lá em Londrina. Bacana mesmo. Acho que queria conversar uma coisa ou outra com alguns amigos, mas eles pareciam estar todos ocupados com seus próprios problemas e resolvi deixar pra lá. Aí uma garota que eu conheço há muito tempo mas com quem nunca conversei direito veio falar comigo. Ela é dessas garotas espiritualizadas que percebem sinais nas outras pessoas. Ela me disse que sonhou comigo a noite toda e que quando acordou decidiu que precisava ouvir minha música e conversar comigo e que depois do show sentiu uma sensação ótima de reconhecimento, acho que foi algo assim que ela falou, não sei direito, mas ela disse uma pá de coisa bacana que me deixou um pouco constrangido. Tem pessoas que fazem a gente se sentir importante, né? Quando voltei pra casa sozinho ontem de manhã, foi pensando em tudo isso. Que a vida nos proporciona momentos realmente enternecedores. E por mais que estejamos tristes ou desconsolados, ainda assim é muito foda. Parei pra tomar um café com leite no bar do Fabinho. Pedi um pão na chapa e ele disse que ainda não tinha. Pensei: "Acho que saí do bar cedo demais" Comi um bolo de aipim com café e vim dormir com uma sensação de paz indescrítivel. Então daqui há algum tempo quando eu ler esse post que escrevi agora, vou lembrar que tive esse momento de paz nessa madrugada, que há anjos perdidos por aí e eu estou longe de ser um deles, mas saber indentificar já não é pra qualquer um. Estou acertando minhas contas com o tempo. Uma hora ele vem e te cobra.
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A vida não me reservou nada de esplêndido, mas eu fui lá e arranquei dela. Esse é um mundo frio onde "raramente acontece um olhar com carinho", mas em alguns textos, elas insistem em arder de um jeito quase inexplicável, então é possível acreditar que um sujeito que estava disposto a atirar na cabeça do outro, minutos depois vá até o quarto buscar um cobertor para que o seu desafeto não passe frio deitado no sofá. Há muito já entendo generosamente que não há como passar por cima de nossos sentimentos mais simples. E isso faz toda a diferença.
*
Meia garrafa de whisky, dois filmes do Cassavetes, dois shows do Van Morrison. Existe um tipo de felicidade subterrânea que você não vai conseguir entender no seu dialeto. Você sequer faz idéia de quantas sílabas ela tem.
( Mário Bortolotto)
É esse cara que está hospitalizado, entre a vida e a morte, e que, infelizmente, diferente de Carla Perez, Netinho de Paula, Zezé de Camargo e derivados, nunca recebeu o prestígio da massa brasileira.
Ai, meu Brasil tão brasileiro...
Mário Bortolotto
Mário Bortolotto foi baleado ontem. Logo depois da apresentação de uma de suas peças. Num mundo de gente que se vende pela fama, ele era, talvez o único da sua geração, que ainda tinha dignidade, princípio e coragem.
Reagiu a um assalto, não por proteção a seus bens, dinheiro, e "rolex", reagiu a um assalto pra defender uma amiga que estava apanhando do assaltante. Ele poderia ter ficado na dele, poderia ter visto a cena da agressão e continuar deitado no chão, ele poderia ter fingido que aquilo era normal, e que ver uma amiga apanhar de assaltantes é tolerável pra se proteger. Mas ele é o Bortolotto, e isso é o suficiente pra entender os motivos dele ter reagido. E pra quem não entende o peso disso, recomendo ler alguns textos dele.
Em tempo:
Não faço apologia a atitudes como a dele, reagir a assaltos , mas apesar da indignação e tristeza que sinto pelo seu estado de saúde, confesso que tenho uma pontada de orgulho por saber que em qualquer situação ele continua sendo o cara fodão que ele sempre foi.
Reagiu a um assalto, não por proteção a seus bens, dinheiro, e "rolex", reagiu a um assalto pra defender uma amiga que estava apanhando do assaltante. Ele poderia ter ficado na dele, poderia ter visto a cena da agressão e continuar deitado no chão, ele poderia ter fingido que aquilo era normal, e que ver uma amiga apanhar de assaltantes é tolerável pra se proteger. Mas ele é o Bortolotto, e isso é o suficiente pra entender os motivos dele ter reagido. E pra quem não entende o peso disso, recomendo ler alguns textos dele.
Em tempo:
Não faço apologia a atitudes como a dele, reagir a assaltos , mas apesar da indignação e tristeza que sinto pelo seu estado de saúde, confesso que tenho uma pontada de orgulho por saber que em qualquer situação ele continua sendo o cara fodão que ele sempre foi.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Um campo de cervejas e pebolins. Tuas birras com meus livros, me deixa, me deixa quieta. A ressaca dos meus olhos que te puxam pra dentro e te choram de novo. Tua, sempre tua, menina de tiara e sapatilhas, os cabelos despenteados. Não se preocupe com o cigarro, vou diminuir. Não se preocupe com os palavrões, serão delicados. Ninguém saberá do meu medo, nem eu. Serei linda e bem vestida durante a semana; sorrirei. E ao final dela, no escuro da coxia, talvez na sexta ou no sábado, sem que ninguém veja, pensarei em você de um modo muito corajoso. Aí sim, vou chorar, porque em cena parece que não há nada. Não há mundo, não há dor, não há nada senão nós dois andando pela Liberdade e rindo dos carros na Vinte e Três de Maio.
Amo-te. Lembra disso? Amo-te.
Fernanda D'Umbra em parceria com as minhas modificações sempre necessárias.
Amo-te. Lembra disso? Amo-te.
Fernanda D'Umbra em parceria com as minhas modificações sempre necessárias.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Carta de um estadunidense para o Brasil
Caros amigos brasileiros e “ ricaços “,
Vocês brasileiros pagam o dobro do que os americanos pagam pela água que consomem. Embora tenham água doce disponível , aproximadamente 25% da reserva mundial de água Doce está no Brasil. Vocês brasileiros pagam 60% a mais nas tarifas de telefone e eletricidade . Embora 95% da produção de energia em seu país seja hidroelétrica ( mais barata e não poluente ) . Enquanto nós, pobres americanos, somente podemos pagar pela energia altamente poluente, produzidas por usinas termelétricas à base de carvão e petróleo e as perigosas usinas Nucleares. E por falar em petróleo…
Vocês brasileiros pagam o dobro pela gasolina, que ainda por cima é de má qualidade, que acabam com os motores dos carros, misturas para beneficiar os usineiros de álcool . Não dá para entender, seu país é quase auto-suficiente em produção de petróleo (75% é produzido aí) e ainda assim tem preços tão elevados. Aqui nos EUA nós defendemos com unhas e dentes o preço do combustível que está estabilizado a vários anos US$ 0,30 ou seja R$ 0,90 Obs: gasolina pura, sem mistura. E por falar em carro…
Vocês brasileiros pagam R$ 40 mil por um carro que nos nos EUA pagamos R$ 20 mil. Vocês dão de presente para seu governo R$ 20 mil para gastar não se sabe com que e nem aonde, já que os serviços públicos no Brasil são um lixo perto dos serviços prestados pelo setor público nos EUA. Na Flórida, caros brasileiros, nós somos muito pobres; o governo estadual cobra apenas 2% de imposto sobre o valor agregado (equivalente ao ICMS no Brasil) , e mais 4% de imposto federal , o que dá um total de 6%.No Brasil voces são muito ricos, já que afinal concordam em pagar 18% só de ICMS. E já que falamos de impostos…Eu não entendo porque vocês alegam serem pobres, se, afinal, voces não se importam em pagar, além desse absurdo ICMS, mais PIS, CONFINS, CPMF, ISS, IPTU, IR, ITR e outras dezenas de impostos, taxas e contribuições, em geral com efeito cascata, de imposto sobre imposto, e ainda assim fazem festa em estádios de futebol e nas passarelas de Carnaval. Sinal de que não se incomodam com esse confisco maligno que o governo promove, lhes tirando 4 meses por ano de seu suado trabalho.De acordo com estudos realizados, um brasileiro trabalha 4 meses por ano somente para pagar a carga tributária de impostos diretos e indiretos. Segue…
Nós americanos lembramos que somos extremamente pobres, tanto que o governo isenta de pagar imposto de renda todos que ganham menos de US$ 3 mil dólares por mês (equivalente a R$ 9.300,00), enquanto aí no Brasil os assalariados devem viver muito bem, pois pagam imposto de renda todos que ganham a partir de R$ 1.200,00. Além disso, voces tem desconto retido na fonte, ou seja, ainda antecipam o imposto para o governo, sem saber se vão ter renda até o final do ano. Aqui nos EUA nos declaramos o imposto de renda apenas no final do ano, e caso tenhamos tido renda, ai sim recolhemos o valor devido aos cofres públicos. Essa certeza nos bons resultados futuros torna o Brasil um país insuperável.
Aí no Brasil voces pagam escolas e livros para seus filhos, porque afinal, devem nadar em dinheiro, e aqui nos EUA, nós, pobres de país americano, como não temos toda essa fortuna, mandamos nossos filhos para as excelentes escolas públicas com livros gratuitos. Vocês, ricaços do Brasil, quando tomam no banco um empréstimo pessoal, pagam POR MÊS o que nos pobres americanos pagamos POR ANO. E por falar em pagamentos…
Caro amigo brasileiro, quando você me contou que pagou R$ 2,500.00 pelo seguro de seu carro, aí sim eu confirmei a minha tese: vocês são podres de rico! Nós nunca poderíamos pagar tudo isso por um simples seguro de automóvel. Por meu carro grande e luxuoso, eu pago US$ 345,00. Quando você me disse que também paga R$ 1.700,00 de IPVA pelo seu carro, não tive mais dúvidas. Nós pagamos apenas US$ 15,00 de licenciamento anual, não importando qual tipo de veiculo seja.
Afinal, quem é rico e quem é pobre ?Aí no Brasil 20% da população economicamente ativa não trabalha. Aqui, não podemos nos dar ao luxo de sustentar além de 4% da população que esta desempregada.
Não é mais rico quem pode sustentar mais gente que não trabalha?
( Não-sei-a-fonte-mas-achei-interessante-e-postei )
Caros amigos brasileiros e “ ricaços “,
Vocês brasileiros pagam o dobro do que os americanos pagam pela água que consomem. Embora tenham água doce disponível , aproximadamente 25% da reserva mundial de água Doce está no Brasil. Vocês brasileiros pagam 60% a mais nas tarifas de telefone e eletricidade . Embora 95% da produção de energia em seu país seja hidroelétrica ( mais barata e não poluente ) . Enquanto nós, pobres americanos, somente podemos pagar pela energia altamente poluente, produzidas por usinas termelétricas à base de carvão e petróleo e as perigosas usinas Nucleares. E por falar em petróleo…
Vocês brasileiros pagam o dobro pela gasolina, que ainda por cima é de má qualidade, que acabam com os motores dos carros, misturas para beneficiar os usineiros de álcool . Não dá para entender, seu país é quase auto-suficiente em produção de petróleo (75% é produzido aí) e ainda assim tem preços tão elevados. Aqui nos EUA nós defendemos com unhas e dentes o preço do combustível que está estabilizado a vários anos US$ 0,30 ou seja R$ 0,90 Obs: gasolina pura, sem mistura. E por falar em carro…
Vocês brasileiros pagam R$ 40 mil por um carro que nos nos EUA pagamos R$ 20 mil. Vocês dão de presente para seu governo R$ 20 mil para gastar não se sabe com que e nem aonde, já que os serviços públicos no Brasil são um lixo perto dos serviços prestados pelo setor público nos EUA. Na Flórida, caros brasileiros, nós somos muito pobres; o governo estadual cobra apenas 2% de imposto sobre o valor agregado (equivalente ao ICMS no Brasil) , e mais 4% de imposto federal , o que dá um total de 6%.No Brasil voces são muito ricos, já que afinal concordam em pagar 18% só de ICMS. E já que falamos de impostos…Eu não entendo porque vocês alegam serem pobres, se, afinal, voces não se importam em pagar, além desse absurdo ICMS, mais PIS, CONFINS, CPMF, ISS, IPTU, IR, ITR e outras dezenas de impostos, taxas e contribuições, em geral com efeito cascata, de imposto sobre imposto, e ainda assim fazem festa em estádios de futebol e nas passarelas de Carnaval. Sinal de que não se incomodam com esse confisco maligno que o governo promove, lhes tirando 4 meses por ano de seu suado trabalho.De acordo com estudos realizados, um brasileiro trabalha 4 meses por ano somente para pagar a carga tributária de impostos diretos e indiretos. Segue…
Nós americanos lembramos que somos extremamente pobres, tanto que o governo isenta de pagar imposto de renda todos que ganham menos de US$ 3 mil dólares por mês (equivalente a R$ 9.300,00), enquanto aí no Brasil os assalariados devem viver muito bem, pois pagam imposto de renda todos que ganham a partir de R$ 1.200,00. Além disso, voces tem desconto retido na fonte, ou seja, ainda antecipam o imposto para o governo, sem saber se vão ter renda até o final do ano. Aqui nos EUA nos declaramos o imposto de renda apenas no final do ano, e caso tenhamos tido renda, ai sim recolhemos o valor devido aos cofres públicos. Essa certeza nos bons resultados futuros torna o Brasil um país insuperável.
Aí no Brasil voces pagam escolas e livros para seus filhos, porque afinal, devem nadar em dinheiro, e aqui nos EUA, nós, pobres de país americano, como não temos toda essa fortuna, mandamos nossos filhos para as excelentes escolas públicas com livros gratuitos. Vocês, ricaços do Brasil, quando tomam no banco um empréstimo pessoal, pagam POR MÊS o que nos pobres americanos pagamos POR ANO. E por falar em pagamentos…
Caro amigo brasileiro, quando você me contou que pagou R$ 2,500.00 pelo seguro de seu carro, aí sim eu confirmei a minha tese: vocês são podres de rico! Nós nunca poderíamos pagar tudo isso por um simples seguro de automóvel. Por meu carro grande e luxuoso, eu pago US$ 345,00. Quando você me disse que também paga R$ 1.700,00 de IPVA pelo seu carro, não tive mais dúvidas. Nós pagamos apenas US$ 15,00 de licenciamento anual, não importando qual tipo de veiculo seja.
Afinal, quem é rico e quem é pobre ?Aí no Brasil 20% da população economicamente ativa não trabalha. Aqui, não podemos nos dar ao luxo de sustentar além de 4% da população que esta desempregada.
Não é mais rico quem pode sustentar mais gente que não trabalha?
( Não-sei-a-fonte-mas-achei-interessante-e-postei )
domingo, 15 de novembro de 2009
Toda a pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado, Maria, com as grandes ocasiões.
Paulo Mendes Campos
.
O amor me chamou pra um outro lado e eu fui atrás dele. Eu pensei que se eu não fosse, a minha vida inteira ia ser assim. Vida de tristeza, vida de quem quis de corpo e alma e mesmo assim não fez. Daí eu fui. Eu fui e vou, toda vez que o amor me chamar,vocês entendem?
Como um cachorrinho abanando o rabo, mas coroada como uma rainha.
Lisbela e o Prisioneiro
.
Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar.
Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem.
Ou seja: Ótimo! Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca.
Eduardo Galeano
Paulo Mendes Campos
.
O amor me chamou pra um outro lado e eu fui atrás dele. Eu pensei que se eu não fosse, a minha vida inteira ia ser assim. Vida de tristeza, vida de quem quis de corpo e alma e mesmo assim não fez. Daí eu fui. Eu fui e vou, toda vez que o amor me chamar,vocês entendem?
Como um cachorrinho abanando o rabo, mas coroada como uma rainha.
Lisbela e o Prisioneiro
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Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar.
Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem.
Ou seja: Ótimo! Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca.
Eduardo Galeano
sábado, 7 de novembro de 2009
Me perguntam se com esses meus textos tenho alguma intenção de fazer apologia de consumo de álcool. Porra nenhuma. Eu só faço apologia de não caretice. A gente vive numa porra de mundo careta demais e sinceramente tenho ficado de saco cheio disso. Ninguém precisa encher a cara pra ser um cara legal. Há muitos caras legais que conheço que só bebem Fanta Uva. Aliás, Fanta Uva é muito legal. Eu gosto de beber, só isso. Se gostasse de usar drogas , também ia dizer. Todo mundo sabe que alcool faz muito mal pra saúde. Pode matar. Meu pai, por exemplo morreu de atrofia cerebral de tanto beber, porra. Mas o que ninguém diz é que caretice também mata. Você nem percebe, mas tá morrendo. Subserviência e caretice deixam suas bolas do tamanho de bolinhas de gude, maluco. E eu não nego que identifico muito mais dignidade num bêbado de rua que em qualquer desses merdas brandindo talheres milionários em jantares familiares. Dia desses um bebum colou em mim e mandou: "Aí, Irmão, descola uma grana pra mim. É pra cachaça mesmo". Até brinquei com ele parodiando a Regina Casé no extinto Tv Pirata: "Porra nenhuma, Maluco. Você pensa que me engana? Tu tá é a fim de encher a cara de pão". Ele riu. Passei a grana pra ele que foi beber sua cachaça, feliz da vida. Enquanto isso, alguns pulhas se reunem em frente a uma lareira depois do jantar e contabilizam quanto ganharam com o último golpe que deram e que vai reverberar justamente no bebum que tá desempregado e que me pediu dinheiro pra uma cachaça. E enquanto isso suas mulheres estão na sala de estar contabilizando o numero de caralhos que engoliram no último mês. Que se fodam.
(Bortolotto)
Sempre tive um puta tesão por quem escreve com as vísceras. Arrisco até dizer que nem gostaria tanto desse texto se fosse escrito de um forma assim, mais-ou-menos-o-que-passaria-no-jornal-hoje-da-rede-globo.
Todo mundo saca quando um texto é escrito ao som de um blues. É o sangue nas palavras minha perdição.
Sempre foi o sangue.
(2)
(Bortolotto)
Sempre tive um puta tesão por quem escreve com as vísceras. Arrisco até dizer que nem gostaria tanto desse texto se fosse escrito de um forma assim, mais-ou-menos-o-que-passaria-no-jornal-hoje-da-rede-globo.
Todo mundo saca quando um texto é escrito ao som de um blues. É o sangue nas palavras minha perdição.
Sempre foi o sangue.
(2)
domingo, 25 de outubro de 2009
Talvez esses dois últimos fins de semana tenham sido os mais divertidos do ano. Não é todo dia que Maranhão, Minas, São Paulo, Interior e "Alto Tietê" se transformam em um lugar só.
Encontrar pessoas tão diferentes de você e ao mesmo tempo tão bacanas na internet, é difícil pra caralho. Transformar essas pessoas em um grupo de amigos que se encontram pra beber cerveja e bater papo, apesar da distância, da falta de tempo, das caríssimas passagens aéreas e das armadilhas que a falta do olho no olho causa, é algo a ser tratado com o maior carinho do mundo.
É ainda mais gostoso a liberdade de envolver pessoas de fora desse mundo paralelo, que é a internet, no mesmo barco e perceber que ambos os lados se sentem em casa. Sei lá, uma coisa de "gostosinho na alma", por estar cercada de pessoas que ainda são capazes de se reconhecer em pequenos gestos de humanidade.
Eu tenho o maior orgulho de ver que as risadas são verdadeiras, os abraços são recíprocos, os papos são naturais e os defeitos são tratados com leveza e piadinhas internas.
Como disse a Paty, no fim de semana, é mega estranho, é tão difícil a gente conseguir juntar todo mundo, mas toda vez que a gente se encontra é como se fossemos vizinhos da vida toda.
Pois é, o meu mundo por meus amigos.
Aos amigos que fazem meu fim de semana ser tão esperado e invejado por aqueles que ainda não aprenderam a amar apesar das diferenças e dos defeitos de todos nós..
Encontrar pessoas tão diferentes de você e ao mesmo tempo tão bacanas na internet, é difícil pra caralho. Transformar essas pessoas em um grupo de amigos que se encontram pra beber cerveja e bater papo, apesar da distância, da falta de tempo, das caríssimas passagens aéreas e das armadilhas que a falta do olho no olho causa, é algo a ser tratado com o maior carinho do mundo.
É ainda mais gostoso a liberdade de envolver pessoas de fora desse mundo paralelo, que é a internet, no mesmo barco e perceber que ambos os lados se sentem em casa. Sei lá, uma coisa de "gostosinho na alma", por estar cercada de pessoas que ainda são capazes de se reconhecer em pequenos gestos de humanidade.
Eu tenho o maior orgulho de ver que as risadas são verdadeiras, os abraços são recíprocos, os papos são naturais e os defeitos são tratados com leveza e piadinhas internas.
Como disse a Paty, no fim de semana, é mega estranho, é tão difícil a gente conseguir juntar todo mundo, mas toda vez que a gente se encontra é como se fossemos vizinhos da vida toda.
Pois é, o meu mundo por meus amigos.
Aos amigos que fazem meu fim de semana ser tão esperado e invejado por aqueles que ainda não aprenderam a amar apesar das diferenças e dos defeitos de todos nós..
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Eu sempre me apaixonei muito fácil. Uma palavra, um gesto, uma atenção e pronto, mais um pra ser paixão eterna até amanhã. Talvez por carência excessiva, talvez por medo do marasmo, sei lá. Eu trocava de paixão como eu trocava de calcinha, ouvi isso uma vez um amigo querido, e ele tava certo.
Mas a verdade é que paixão nunca foi suficiente pra que eu sentisse vontade de assumir um relacionamento. Eu sempre tive pra mim que seria preciso carinho, admiração, companheirismo, tesão e principalmente, amizade, para que eu pudesse construir um caminho ao lado de alguém.
Aquela coisa de ouvir sininhos, ver o mundo girar, sentir borboletas, nunca combinou comigo. Quer dizer, eu até tentava, mas não durava o tempo de colocar o pé no chão.
Aí, num domingo qualquer de um mês qualquer, num bar qualquer, eu conheci o Airton. E de cara, surgiu uma amizade gostosa, desde o primeiro dia eu não consegui fazer tipo, nem jogo de sedução, nem o plano frustrante de não pagar mico eu consegui levar pra frente. E a gente se conheceu como se já se conhecesse desde sempre. Não teve um instante mágico, teve uma construção de momentos que eu só imaginaria ao lado de um grande amigo e cúmplice, com um pequeno detalhe, poderia ser um grande amigo, mas era naquele peito que eu sentia vontade de acordar todos os dias.
E só pra completar, talvez o detalhe que tenha me feito pensar "É ele!" foi ter tido a estranha certeza que meu filho nasceria com a mania de franzir a testa diante de algo inesperadamente bom, quando ele franziu a testa pra mim pela primeira vez...
Só pra dizer parabéns, eu te amo, e obrigada, meu amor. Por me dar sorte na vida.
Mas a verdade é que paixão nunca foi suficiente pra que eu sentisse vontade de assumir um relacionamento. Eu sempre tive pra mim que seria preciso carinho, admiração, companheirismo, tesão e principalmente, amizade, para que eu pudesse construir um caminho ao lado de alguém.
Aquela coisa de ouvir sininhos, ver o mundo girar, sentir borboletas, nunca combinou comigo. Quer dizer, eu até tentava, mas não durava o tempo de colocar o pé no chão.
Aí, num domingo qualquer de um mês qualquer, num bar qualquer, eu conheci o Airton. E de cara, surgiu uma amizade gostosa, desde o primeiro dia eu não consegui fazer tipo, nem jogo de sedução, nem o plano frustrante de não pagar mico eu consegui levar pra frente. E a gente se conheceu como se já se conhecesse desde sempre. Não teve um instante mágico, teve uma construção de momentos que eu só imaginaria ao lado de um grande amigo e cúmplice, com um pequeno detalhe, poderia ser um grande amigo, mas era naquele peito que eu sentia vontade de acordar todos os dias.
E só pra completar, talvez o detalhe que tenha me feito pensar "É ele!" foi ter tido a estranha certeza que meu filho nasceria com a mania de franzir a testa diante de algo inesperadamente bom, quando ele franziu a testa pra mim pela primeira vez...
Só pra dizer parabéns, eu te amo, e obrigada, meu amor. Por me dar sorte na vida.
domingo, 18 de outubro de 2009
Já disse que acho super difícil ser tolerante?
E deixar passar batido as coisas que me magoam?
E fingir que tá tudo bem quando não tá tudo bem?
Ainda bem que existe no mundo a lei da compensação, e eu nunca poderia tomar atitudes drásticas quando o resto do mundo tenta me alertar que o que há de melhor em mim é a leveza dele.
"Meu comedor de bolinhos Ana Maria de baunilha predileto,
Meu tomador de toddynho gelado com canudo predileto
Meu mordedor de bordinha de pizza humana predileto,
Meu cantador de Californication por pressão predileto,
A minha melhor parte, dizem."
Meu amor,
E deixar passar batido as coisas que me magoam?
E fingir que tá tudo bem quando não tá tudo bem?
Ainda bem que existe no mundo a lei da compensação, e eu nunca poderia tomar atitudes drásticas quando o resto do mundo tenta me alertar que o que há de melhor em mim é a leveza dele.
"Meu comedor de bolinhos Ana Maria de baunilha predileto,
Meu tomador de toddynho gelado com canudo predileto
Meu mordedor de bordinha de pizza humana predileto,
Meu cantador de Californication por pressão predileto,
A minha melhor parte, dizem."
Meu amor,
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Nunca consegui enumerar todas as coisas que eu gostava e as que você me fazia sentir. Primeiro, porque eram muitas. Segundo, porque algumas não tinham nome. Éramos extremamente felizes porque acreditávamos no amor, porque de início não víamos nada de empecilho, não víamos distancias, sejam de idades ou sejam de cidades, nós apenas vivíamos aquele presente que a vida parecia nos dar. E quando começaram surgir os planos, os sonhos, e fomos dando nomes para eles, a dar local e datas, e eu, então, parecendo um foguete a voar pelo céu de felicidade, vi você se afastando, medroso, inseguro. Mas que direito tinha eu de te fazer estar comigo todos os dias de amanhã? Que direito tinha eu de amarrar tuas mãos com a minhas?
Não precisava ter medo, você não tinha que arranjar uma forma de fazer tudo acontecer, tua única obrigação era me fazer sonhar.
(Cáh Morandi)
Taí. Genial! (By Patrícia Maria)
Não precisava ter medo, você não tinha que arranjar uma forma de fazer tudo acontecer, tua única obrigação era me fazer sonhar.
(Cáh Morandi)
Taí. Genial! (By Patrícia Maria)
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Ontem eu fui numa ex igreja evangélica que virou churrascaria, e que quando ainda não era ex eu vivia passando em frente e fazendo piadinhas do lugar, humor negro religioso e tal, quem me conhece pode imaginar.
Pois bem, tudo corria bem, até o fatídico momento em que o vinho, do nada, salta da minha taça sozinho e mancha de cor-sangue-de-jesus, toda a mesa, incluindo meu namorado e eu. Comecei a desconfiar de forças ocultas, já que a taça permaneceu imovél entre os meus dedos, mas dada a minha falta de fé, ignorei o fato. Pois bem (2), eis que começo a sentir um mal estar súbito, e um peso nos meus ombros sem explicação. Imediatamente me veio a cabeça todos os filmes sobre espíritos que minha mente conseguiu alcançar. Engoli o espeto sem mastigar, bebi o vinho num gole só e saí rapidamente daquela ex-igreja-atual-churrascaria, torcendo pra que aquela frase sobre bruxas peron ecxiste e tal fosse mentira e amando o meu querido padre Quevedo.
Pois bem (3), foi só eu entrar no carro que o peso nos ombros desapareceu e o mal estar passou, já estava quase esquecendo que eu quase acreditei naquilo que eu sempre juro que vou morrer sem acreditar, quando o meu namorado me solta que no dia das crianças os médiuns só recebem espiritos de crianças. Ou seja, cheguei a conclusão de que caso, veja bem, é uma suposição, os espiritos realmente existam, eles são inteligentes o suficiente pra comemorar datas, logo, eles podem ser inteligentes o suficiente pra se vingar de quem sempre tirou sarro da casa deles quando era "templo sagrado" e resolve entrar com o maior respeito do mundo, pra se deliciar dos prazeres etílicos e carnívoros humanos.
Por via das dúvidas, tô pensando seriamente na hipótese de virar vegetariana e passar a vida me contentando com vinho branco.
Pois bem, tudo corria bem, até o fatídico momento em que o vinho, do nada, salta da minha taça sozinho e mancha de cor-sangue-de-jesus, toda a mesa, incluindo meu namorado e eu. Comecei a desconfiar de forças ocultas, já que a taça permaneceu imovél entre os meus dedos, mas dada a minha falta de fé, ignorei o fato. Pois bem (2), eis que começo a sentir um mal estar súbito, e um peso nos meus ombros sem explicação. Imediatamente me veio a cabeça todos os filmes sobre espíritos que minha mente conseguiu alcançar. Engoli o espeto sem mastigar, bebi o vinho num gole só e saí rapidamente daquela ex-igreja-atual-churrascaria, torcendo pra que aquela frase sobre bruxas peron ecxiste e tal fosse mentira e amando o meu querido padre Quevedo.
Pois bem (3), foi só eu entrar no carro que o peso nos ombros desapareceu e o mal estar passou, já estava quase esquecendo que eu quase acreditei naquilo que eu sempre juro que vou morrer sem acreditar, quando o meu namorado me solta que no dia das crianças os médiuns só recebem espiritos de crianças. Ou seja, cheguei a conclusão de que caso, veja bem, é uma suposição, os espiritos realmente existam, eles são inteligentes o suficiente pra comemorar datas, logo, eles podem ser inteligentes o suficiente pra se vingar de quem sempre tirou sarro da casa deles quando era "templo sagrado" e resolve entrar com o maior respeito do mundo, pra se deliciar dos prazeres etílicos e carnívoros humanos.
Por via das dúvidas, tô pensando seriamente na hipótese de virar vegetariana e passar a vida me contentando com vinho branco.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Eu tô triste, tristinha, mas sem graça que a top model magrela na passarela (parafraseando o zeca das balas, não fosse o tempo do verbo), mas é a fase, eu sei. Nada que um dia legal aqui, uma conversa ali, um carinho acolá, não resolva.
Na real, eu tô acostumada a viver no olho do furacão, só que a moda primavera verão 2009 é a porra da tempestade cair bem em cima do meu lado profissional.
Surpresa! A vida não é nada fácil pra quem nunca ganhou na mega sena.
Mas eu tenho um namorado que me dá colo, tenho uma família que me dá apoio e tenho amigos que seguram a minha barra. E é disso que eu preciso pra ter certeza de que fome eu não passo, embaixo da ponte eu não moro e que viver para o trabalho é coisa de gente que nunca teve amor, de nenhum tipo. O resto é luta, minha gente.
Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? E trabalho, amor, moradia? O que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: Sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, deus dará.
Pro meu benzinho.
Na real, eu tô acostumada a viver no olho do furacão, só que a moda primavera verão 2009 é a porra da tempestade cair bem em cima do meu lado profissional.
Surpresa! A vida não é nada fácil pra quem nunca ganhou na mega sena.
Mas eu tenho um namorado que me dá colo, tenho uma família que me dá apoio e tenho amigos que seguram a minha barra. E é disso que eu preciso pra ter certeza de que fome eu não passo, embaixo da ponte eu não moro e que viver para o trabalho é coisa de gente que nunca teve amor, de nenhum tipo. O resto é luta, minha gente.
Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? E trabalho, amor, moradia? O que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: Sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, deus dará.
Pro meu benzinho.
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