domingo, 17 de janeiro de 2010

Boa noite, senhores telespectadores.

Meu primeiro fim de semana "útil" do ano foi pura doçura. Sei lá, achei que esse termo cairia bem como definição desses dois dias.

Sábado foi dia de botar os planos em prática. Futuro e tal que até o ano retrasado eu tinha certeza que nunca viria, pelo menos não assim, tão "amorzinho".

Noite de cerveja e mpb com os amigos, dormir no carro na volta pra casa, acordar depois do meio dia no domingo, ganhar "beijinhos e abracinhos sem ter fim" de manhã. Comer feijoada no almoço de família e assistir filme de cachorrinhos. Ver o corinthians jogar no fim da tarde e se despedir com a vontade de que seja assim pra sempre.

Sem super agitos, fortes discussões, grandes aventuras, surpreendentes acontecimentos e com beijinho na testa legendado de "vai ficar sempre tudo bem".

Eu nunca pensei que um dia eu diria isso, mas a vida tem bem mais graça com certezas.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Oi, quanto tempo! É, pois é, e lá se foi mais de 5 anos da última vez que nos vimos. Como você tá? Ah, eu tô bem, talvez eu esteja passando pela melhor fase da minha vida. Ah, você sabe, eu não sei dividir as áreas. Ou eu estou bem em todos os campos da minha vida, ou eu estou mais ou menos em todo lugar. É bacana ver que você finalmente aprendeu a escutar os outros. Vou aproveitar e falar bastante das coisas que você não teve tempo de saber antes que tudo volte ao normal. Escuta aí,

Eu tô namorando, sabe? O Airton. Um cara bem bacana, o cara mais bacana que eu já conheci, e estranhamente, as vezes eu tenho a impressão que os meus amigos e familiares gostam mais dele do que de mim. Já tem mais de um ano, e as pessoas até hoje não acreditam que ele está me suportando por tanto tempo. Temos planos. Acredita nisso? Eu, agora faço planos. Quer dizer, eu e uma garota lá de BH que eu conheci na internet e que se tornou a minha melhor amiga. Fazemos planos juntos pra metade do mundo, não é inacreditável? Patrícia é o nome dela. Dizem por aí que eu virei mulherzinha, deve ser influência dela, que parece uma boneca. É, eu sei, não tem nada a ver comigo, mas é que sabe, eu cansei um pouco dessa vida de submundo, de luzes neon e jukebox o tempo todo. Sou do dia agora. Quem diria...

Continuo trabalhando com o que eu não gosto, mas ganho um pouco melhor agora, e fiz amigos de verdade no meu trabalho, o que me faz esquecer um pouco a merda de não ter saco pros pepinos alheios que eu tenho que descascar. Não acredito mais em deus, mas morro de medo dos espíritos. Vou começar a frequentar umbanda mês que vem, acho que me familiarizei com os colares.
Nessa você não vai acreditar, não pareço mais uma drag queen. Não uso mais maquiagem, não saio mais de casa parecendo uma árvore de natal e não uso mais salto. Pasme! Nem cabelo loiro, comprido e chapado eu tenho mais.

Lembra que eu sempre tive o dom pra escrever mas nunca o levei a diante? Pois é, agora eu boto no papel todas as minhas "inspirações mirabolantes", e olha, tem até gente que lê e gosta. Viciei no Caio Fernando, um escritor gaúcho que morreu de aids. Você conhece? Hum, acho que não, nem Clarice Lispector você conhece. Não, não tô te "tirando" de burro não. Eu sei que seu negócio sempre foi música. Aliás, tenho que te agradecer, suas influências musicais me acompanham até hoje, só filtrei e aprimorei um pouco mais de tudo o que você me ensinou.

Continuo branquinha, você sabe, vou morrer sem me tornar amiga das marquinhas de biquini. Tirei o piercing. Emagreci uns quilinhos aí, as pessoas dizem que é porque eu estou sendo bem amada, e amor emagrece. Pode ser, não lembro de ter sido tão bem amada assim, em toda a vida.

Desculpa, vamos mudar de assunto.

Meus pais estão bem, velhinhos com doenças de velhinhos, mas estamos juntos, o que é o mais importante. A Suzy morreu, tenho outro cachorro agora, o nome dele é Hugo. Coisa mais manhosa do mundo, embora digam que ele é apenas gay.

Continuo odiando gatos. E peixes. E caju.

Durante esses anos, fiz amigos por toda a parte do Brasil, até um amigo maranhense eu tenho, acredita? Ihhh, tantos amigos que você não teve tempo de conhecer. Rodrigo, certamente, iria te odiar. Você acharia a Talita uma mulher interessante, um mulherão, pra ser bem sincera. Mas eu também tenho as minhas dúvidas se ela gostaria de você. Aliás, pouca gente gostava de você, né? E muito menos gostavam da gente junto.

Michele continua namorando o Ronaldo. Vanessa teve uma filha e eu viciei mesmo nessa porra de cigarro, como você disse que aconteceria quando me viu fumando pela primeira vez.
Acho que só voltei ao Baratotal três vezes nesse tempo. É estranho, as pessoas me cumprimentam como se lembrassem da época em que eu era a "rainha da cocada preta" por lá. Mesmo que eu já não seja mais loira, nem mais tão perua, nem mais tão oferecida. Sei lá, acho que eu virei mulher. E isso deve chamar mais a atenção do que qualquer tipo de "putinha". Eles me paqueram mais agora, sabia? Mas eu não dou bola, já achei o peito certo pra dormir.

Faz tempo que eu não vejo o "pessoal daquele tempo", mas sempre que eu os via, eles me perguntavam de você. Eles sempre esquecem que o tempo passou. E pra dizer a real, eu tenho medo que você tenha esquecido também. Tenho medo que você continue com aquelas idéias erradas de que um dia a gente vai acabar junto e estrague a vida bacana que eu construí sem você.

Sabe, eu sofri muito no começo, mas hoje eu quase não lembro de como era a gente junto. As vezes bate uma nostalgia de quando éramos o casal da noite, e você encrencava com todos os caras que olhavam um pouco mais insinuante pra mim. Mas é como uma espécie de saudosismo da época em que eu era uma adolescentezinha fútil e achava que o mundo se resumia as minhas pernas grossas e minha barriga chapada. Não que eu tenha saudade, eu apenas acho graça lembrar do quanto eu mudei longe de você. Do quanto eu cresci sem você pra me achatar. Do quanto eu amadureci sem você pra me podar. Não, não estou te criticando. É o teu jeito de tratar as mulheres por quem você se apaixona. Essa coisa meio James Dean, que atrai pra logo em seguida afastar. Tem lá seu charme, gato. Deve ter um monte de garota morrendo por você nesse exato momento. Eu mesmo já achei o máximo, mas como eu disse em outros lugares, aprendi que bad boys só são bacanas em filmes, ao menos pra mim.
Tomei gosto pelos mocinhos. Finalmente descobri que eu mereço ser bem tratada. Pra ser mais clara, tomei gosto pela leveza que só a segurança proporciona. Cansei de andar na corda bamba. Aboli o salto pra andar com os dois pés no chão e olha, pela primeira vez, eu vejo flores no caminho.

E pra terminar, talvez doa um pouquinho em você, esse lance de mexer com os brios e tal, mas eu preciso dizer antes que a gente não se veja nunca mais,

Eu não lembro de ter sido tão feliz em toda a minha vida.



Ah, eu continuo morando na mesma casa. E continuo mal humorada, grossa e anti social. Portanto, eu espero, de verdade, que você nunca me visite.

É isso.

Hoje faz 10 anos que a gente se conheceu, e eu precisava agradecer por tudo o que você me ensinou, e principalmente, por tudo o que eu aprendi sem você. Definitivamente, essa foi a melhor parte da nossa história.

Com carinho,

Fernanda.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010









SOLIDARIEDADE EM PRETO E BRANCO
SAÍDA DO ONIBUS 17 JANEIRO 7 HORAS DA MANHÃ.



A Diretoria do Grêmio Gaviões da Fiel Torcida, há quatro anos, desde a posse da diretoria anterior (2007 a 2009), tem à frente as ações Sociais.
O Departamento Social de sempre norteadas pela incumbência de exercer um trabalho de cunho assistencial voltado às populações carentes e vítimas de acidentes.


Ao longo deste tempo, o departamento da Organizada elencou diversas iniciativas, caso do tradicional dia das crianças, da Ceia de Natal em família, das campanhas do agasalho, do Projeto Educação Chega às Arquibancadas com cursos de inclusão digital e intermediação de bolsas de estudos.

Diante das fortes chuvas que caíram na capital paulista, foram distribuídas cestas básicas,roupas e brinquedos para cerca de mil desabrigados apenas na região da zona leste, na comunidade Pantanal.

Não alheios ao sofrimento de outros cidadãos brasileiros, na última quarta-feira, 06 de janeiro, o diretor social reuniu extraordinariamente sua equipe a pedido do Presidente da entidade para analisar como poderiam assistir os moradores da cidade de São Luiz do Paraitinga.

Sem tempo para angariar donativos em espécie, a idéia foi mobilizar a multidão de torcedores corinthianos para formar times de voluntários, e, assim, somar esforços na remoção dos entulhos e na limpeza das vias públicas, além de criar ocupação educacional para as crianças que estão no período de férias escolares e coordenar atividades para os idosos.


Recebam os moradores de São Luiz e as autoridades todo a nossa solidariedade e disposição neste momento tão doloroso.
Prontos para o trabalho, a diretoria do Grêmio Gaviões da Fiel Torcida, através de seu Presidente e do Departamento Social colocam-se inteiramente à disposição.

Por isso, convocamos todas as Sub-Sedes, Pontos de Encontro e Coletivos para comparecerem a quadra dos Gaviões da Fiel neste domingo (17/01) às 7h00 da manhã para juntos partirmos para São Luiz do Paraitinga.
Lembrando que, neste mesmo dia, o nosso Todo Poderoso Timão estréia no Campeonato Paulista 2010.

Por essa razão e pelo S.C. Corinthians Paulista ser a nossa maior razão de viver, pedimos a colaboração para comparecer a quadra quem realmente não for a caravana do Corinthians em Ribeirão Preto.

Vamos chegar família em mais essa ação da Família Gaviões da Fiel.



Grêmio Gaviões da Fiel Torcida
Força Independente em Pról do Grande Corinthians


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Dessa vez não vou evitar dizer o que está na minha cabeça só porque eu sei que minha mente vai negar no dia seguinte, não fugirei de palavras bonitas porque quem diz não é uma pessoa perfeita, não arrumarei mil defeitos pra brigar contra as novecentas e noventa e nove qualidades, não desviarei meus olhos por medo de ter minha mente lida, não sumirei por medo de desaparecer, não vou ferir por medo de machucar, não serei chata por medo de você me achar legal, não vou desistir antes de começar, não vou evitar minha excentricidade, não vou me anular por sentir demais e logo depois não sentir nada, não vou me esconder em personagens.Dessa vez não vou querer tudo de uma vez, porque sempre acabo ficando sem nada no final. Estou apostando minhas fichas em você e saiba que eu não sou de fazer isso. Mas estou neste momento frágil que não quer acabar. Fiquei menos cafajeste, menos racional, menos eu. E estou aproveitando pra tentar levar algo adiante. Relacionamentos que não saem da primeira página já me esgotaram, decorei o prólogo e estou pronta pro primeiro capítulo.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Então, eu tô escrevendo no meu último dia de férias. Meu ano "útil" vai finalmente começar. Vou sentir saudade desses trinta dias bons de se perder no tempo.



Não, não foi tudo perfeito, mas foi na medida certa que eu precisava pra rever algumas coisas na minha vida.

Descobri que eu não sou tão estressada quanto pensava, o estresse está no meu trabalho, não em mim. Que eu sou mais sociável do que imagina a minha família. Que eu não passo tão mal assim e nem emburro com tanta facilidade. Que eu tenho amigos que me bastariam pra viver se o mundo explodisse. Que o meu mau humor tem profunda ligação com a pressão do dia a dia. Que eu tenho medo de espiritos, principalmente de Iemanjá. Que eu aprendi a ceder. E o principal, que a minha teimosia, impulsividade, orgulho e cabeça dura já não são mais suficientes pra eu abandonar uma possibilidade de felicidade.



Sei lá, acho que eu começo 2010 um pouco mais madura. Com menos sonhos e mais planos. Com mais vontade de brigar por um futuro que eu sempre deixei vir como e quando quisesse. É como se agora eu finalmente tivesse deixado a torcida pra entrar no jogo.



E como nos trucos de tantos botecos sujos ou mesas transbordando cervejas, eu só jogo pra ganhar.

Não carrego lemas, eu faço questão.





E se num futuro, por algum acaso, algum dia eu me deparar com esse textinho, quero ler o quanto essas férias de 2009 me fizeram bem.



Já dizia Léo Jaime,



O que vai ficar na fotografia

São os laços invisíveis que havia
As cores, figuras, motivos


O sol passando sobre os amigos

Histórias, bebidas, sorrisos

E afeto em frente ao mar...


É isso.

Bom ano pra todos aqueles que, de alguma forma, fazem parte dos meus dias

E,

Melhor ano da vida pra todos aqueles que eu amo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Chapolin e as religiões publicitárias

Ao criar o bordão sigam-me os bons, o grande poeta e filósofo Chapolin Colorado não previa ser, de forma oculta, plagiado por companhias publicitárias. O amontoado de mentes, mumificadas por essa minoria, tende a aumentar no Brasil graças aos comerciais “sacadinhos” de cerveja, mas na Espanha, uma medida foi tomada.

Na “Argentina Européia”, a exibição de anúncios à moda de Hitler, isto é; os comerciais que induzem a população a buscar a perfeição corporal foram proibidos na TV das 6 da manhã até 10 da noite. Qualquer publicidade, tal qual as que associam sucesso, popularidade e beleza com ser usuário da marca tal do cigarro X ou mesmo as que implicitamente dizem que gordo bom é gordo magro, teoricamente não estarão ao alcance das crianças espanholas. Digo teoricamente porque é sabido da curiosidade infantil sobre filmes adultos televisionados após as 22 horas, mas isso não vem ao caso agora.

Parafraseando o banco real, o importante é que parlamento Espanhol promete garantir 16 horas de programação livre de campanhas que exaltam a estética e estimulam distúrbios como a anorexia. Embora isso dê muito bafafá e processos na Espanha, eu (do alto de minha Zé ninguelância) seria a favor de abolir qualquer publicidade que, conforme o vídeo abaixo, insinue que se deve ser lindo e/ou usar drogas lícitas para ser bem sucedido.

... Quero que você nunca perca de vista a música da nossa existência, e que me prometa ter entendido que a felicidade não é um destino, mas a viagem. E que, por isso, teremos sido felizes pelos sonhos que compartilhamos enquanto olhávamos a lua. Que você acredite que não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívida, nem mágoa, nem arrependimento. Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos. De tudo o que vivemos. Que você me guarde na memória, mais do que nas fotos. Que termine com a sensação de ter me degustado por completo, mas como quem sai da mesa antes da sobremesa: com a impressão que poderia ter se fartado um pouco mais. E que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história, para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor da sua vida. E que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela história de amor da sua vida. Que você nunca mais deixe de pensar em mim quando escutar Beatles ou ler Caio Fernando. E, por fim, que você continue dançando conforme a música. Para sempre. Mesmo quando eu não estiver mais olhando.


(Milly Lacombe e minhas pequeninas adaptações)

É isso.

Meu amor,

Se você dissesse que hoje é nosso aniversário de 10 anos de namoro, eu juro, acreditaria na maior. Por tanto de tudo o que já vivemos. Por tanto de tudo que já aprendemos. Por tanto de tudo que já dividimos. E por tanto de tudo de tudo.

Pelas mágoas, as decepções, os sorrisos, as declarações, as surpresas, os segredos, as superações, as brigas, os gestos, o companheirismo, os passeios, as convicções, os amigos e por tanta coisa que já construímos juntos. E por tantos sonhos. E por tantos planos. E por tanta certeza que dessa vez, a gente acertou no nosso futuro.

Até o nosso aniversário de 70 anos juntos, meu bem.

Pelo amor de todo dia e por todo amor que houver nessa vida.

Paulo,

Por muito tempo você foi inspiração pros meus textos desconexos e cheio de sentimentos. Eu juro que um dia achei que você seria o cara com quem me casaria e teria 3 filhos e dois cachorros. Mas o tempo passou numa velocidade alucinante, erramos pra caralho e nossos erros foram perdoados da forma mais rara e bonita que existe, como se eles nunca tivessem existido. Todas as coisas improváveis que poderiam acontecer, aconteceram com a gente. Fomos amigos, parceiros, confidentes, cúmplices, apaixonados, casal, imaturos, inconsequentes, indiferentes e amigos novamente. Passamos por todas as variáveis de sentimentos que duas pessoas podem alcançar numa vida. E hoje, no seu aniversário de 26 anos, posso dizer sem nenhum medo de queimar a língua, ficou o amor. O amor de quem já viveu todas as sensações, das mais doloridas as mais gostosas, e sabe da pureza de se ter alguém pra torcer e confiar de olhos fechados pela vida inteira.

Como eu já disse pra você, Paulo, eu tenho um puta orgulho do que somos hoje e seremos sempre juntos.

Obrigado por todos os muros que você pulou pra ficar ao meu lado.

Parabéns, e o meu carinho de toda uma vida.


Ao som de Los Hermanos. (2)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Só no teu oposto, só nele é que me lembro de tudo.
O escuro dos teus olhos apertados e o mar à noite, o mar que eu nem sabia que existia assim. Tão veloz, tão seguro, tão imprevisto quanto um carro à venda.
Vendo meus olhos e 2010 me leva.
Até você.

D'Umbra
P.S:

Existem fotos. Embora eu não saiba em que câmera estão.
Voltei da praia, meu Brasil Varonil.

Tirando a presença do Rodrigo, foi bacana. Tentei mata-lo atropelado por um bug, mas não obtive o sucesso desejado.
Bebi bastante espanhola, aliás, ando viciada nessa coisa doce. Entrei na piscina e molhei meus peitos depois de mais de 15 anos só molhando os joelhos. Rodrigo cantou tanto pra Iemanjá, que ela se sentiu parte da tchurminha e tentou tirar sarro da minha cara também, aliás, essa foi uma das atividades mais corriqueira das férias. Tirar sarro da minha cara virou patrimônio nacional ao alcance de todos, acho.

Virei a rainha do truco. Talita vai ter que engolir essa pro resto da vida.

E eu descobri que não tenho mais pique pra ver o sol nascer. Estamos na era das pessoas que só dormem quando o dia clareia, e eu sempre soube que nasci na época errada.

Enfim,

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

E faltou muito a Paty, super faltou.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Anybody seen my babe?

É foda... férias, nada pra fazer, vem a puta da mariposa preta do pôr-do-sol e pousa na ponta do meu nariz nuncamais nuncamais nuncamais SPLAFT.
Quando eu era criança criança, diziam que o pó das asas do bicho deixava cego. Deixa não, mas pode fazer chorar. Pós, em geral, constipam, corizam etc...
E agora, com a filha da puta da bruxa estapeada e espatifada na minha cara, o esôfago dá três shoryukens e o olho heroicamente segura a porrada. A carúncula só peida.
Muitos meses atrás, eu me apaixonei por uma aluna do curso em que ainda dou aulas. A moça correspondeu e foi um deusnosesqueça, o Homem-Ahoy com Sabbracadabbra nas veias, tocada ao vivo. Enorme a alegria da mosca. Beira de rio, abismos profundos, capivaras pastando, muitas risadas e um cio de engravidar pedra. Depois, namoro a farol alto, sofá de casa, cigarro com o pai, catapora tardia e Woody Allen preto-e-branco. Haveria de vingar a coisa, haveria de ser do caralho, haveria de se repetir a noite única e ininterrupta em que a cama navegou furiosamente pelo quarto.
Mas não nos esqueçamos dos sábios húngaros... a mosca entra, a mosca não sai mais.
A mocinha da história passou brilhantemente no vestibular, como eu já esperava, e sumiu na turba carioca, como eu não esperava, serelepe entre as orlas dos clubes de fragatas. Eu fiquei.
A partir disso, bússola derretida no galho de uma árvore, formigas nas mãos e cães uivando numa andaluzia cada vez mais obscura. Blues for a living, whiskey, drugs and rock and stay.
Aos poucos, fui me tornando, eu mesmo, um personagem de Bukowski, foscamente interpretado por Woody Allen. Brochei na zona, por causa do pó, por pena das moças, até que, lá mesmo, fui curado da serial disease, porque trepar é preciso. Sai Woody Allen, entra, novamente, Mickey Rourke. Hora dessa, conto aqui as crônicas da casa de burlesco. A jukebox de lá tem até Urge Overkill.
Agora há pouco, veio a piranha da mariposa, com suas asas cheias de poeira do passado. Que será feito daqueles dedinhos finos e gelados? Que será feito daquela gargalhada tão rival da minha? Eu mandei uma SMS de Ano Novo, que voltou. Eu recebi apenas duas, falando nisso. Duas moças da casa, me desejando sucesso neste ano.

Registrei liricamente, a lembrança, daquele meu jeito antigo e empoeirado:

Saudade

Um homem com uma dor
é muito mais elegante...


(Leminski)



Gravata
amarrada
no pescoço.

Pérola
derramada
do olho.
_________________________

Voltemos aos comerciais.
Uma vez alguém disse a Fernanda que quanto mais se vive, menos se escreve. Bom, é isso, adeus.

domingo, 27 de dezembro de 2009

E por falar em fim de ano, Rodrigo e derivados.

Eu preciso contar a desgraça que me aconteceu aos 45 minutos do segundo tempo.
Sim, queridos telespectadores, eu vou passar a virada de ano na praia, e o que é pior, com o Rodrigo. Obviamente que isso foi idéia do Airton, a minha sugestão foi chamar só a Talita e a Paty. Mas como boa cristã que eu sou, resolvi ver o lado bom dessa desgraça. Talvez eu consiga arrastá-lo até a piscina enquanto dorme e matá-lo afogado.

É apenas um plano. Caso funcione, jurarei até a morte que foi um acidente.
Caso não funcione, é bem provável que eu tenha azar o ano inteiro...


Adeus,
Bom,

Agora que todo mundo de importante já postou "coisinhas emocionantes" sobre 2009, estamos encerrando o balanço do ano neste blog.

Quem postou, postou. Quem não postou, é porque é lerdo o suficiente pra acompanhar nosso ritmo.

E antes que alguém estranhe,

Não, o Rodrigo não é importante aqui.

E tenho dito!

Lá se vai... Deixando saudades...

Fim de jornada, com a sensação de dever cumprido...

Conquistei novos amigos, revi conceitos, reescrevi histórias, participei de projetos...
Trabalhei demais, bebi demais, fumei demais, comi demais...
Procurei novos caminhos, me perdi nas tuas letras, me encontrei com a paz...
Dormi demais, me preocupei demais, te amei demais...
Fiquei doente, tomei diversos remédios e nada resolveu...
Estudei demais, copiei demais...
Inventei soluções...
Vivi demais...

Eu quero mais alguns anos iguais a esse!
Então, eu tô super achando lindo o povo daqui escrevendo seus balanços de 2009. Sei lá, dá até a impressão que nosso blog é tipo aquela coisa meio TPM, Meninas Malvadas, Tudo Jóia, Atire no Dramaturgo, ou qualquer trabalho mega sério que dá a maior moral pra quem colabora e tal

Então (2), só vim dizer que, contrariando as expectativas e indo contra a maré, meu ano foi bem bacana. Foi o ano em que eu finalmente me re-descobri. Como diz a Paty, sei lá, acho que eu nunca fui tão bonita como esse ano. Mas bonita de uma beleza de brilho, com sorriso nos olhos, aquela coisa de quem passou anos no deserto e finalmente acha um lago.

Tá certo que eu tive problemas pra caralho no trabalho, e a saúde, bem, todo mundo aqui sabe que a minha saúde é frágil. Mas olha, eu sobrevivi, meu povo. E pasmem! Inteira.

Foi o ano em que eu menos me meti em confusão desde que eu conheci a Paty. Acho isso super digno de se dizer, embora talvez ela me mate por esse parágrafo.

Conheci muitos sentimentos novos, e um lado mulherzinha, que eu nem sabia que habitava esse ser.

Passei uma borracha em todas as questões mal resolvidas com pessoas que, de certa forma, ainda arrancam olhares carinhosos de mim, mas infelizmente há histórias que continuam sem soluções, mesmo não havendo mais mágoas. A vida costuma ser assim, isso eu aprendi bem cedo.

Descobri o amor, e ele não se parece em nada com o de conto de fadas. Mas é bem melhor, garanto.

Diminui o café, emagreci uns quilos, fiquei quase careca, cuidei mais da pele, e ri bastante.

Meus amigos continuam os mesmos de 2008, isso eu acho bem bacana. Algumas pessoas perceberam que eu não sou a bruxa que pintavam por aí, isso eu acho bem feito pra elas.

Enfim, também continuo arrogante, egoísta, teimosa, e nada legal.

O texto tá meio desconexo porque eu o escrevi da maneira em que fui lembrando dos fatos. No fundo acho que é mais ou menos isso. A nossa vida não segue uma ordem cronológica, cada um tem um tempo diferente de ver, sentir, viver e se descobrir. O meu tempo começou esse ano. 2009 foi, sem dúvida, o ano da verdade. Da minha verdade.

E pra não perder o momento clichê de fim de ano,

Como dizem por aí, a verdade tarda mas não falha.

Beijos carinhosos a todos os colaboradores desse espacinho tão nosso. Exceto no Airton, pra quem eu guardo sempre, não o mais carinhoso, mas o meu melhor beijo.
Interessante, essa buceta toda. Não consigo mais beijar na boca, não consigo mais trepar, não consigo mais escrever... esse ano que passou foi, definitivamente, uma bosta e lá vem ele de novo com amargura, azedume, tristeza por favor vá embora, como sofre o peixe vivo fora da fervura. Saudade de velhos tempos recentes, saudade de tocar, saudade de ser tocado, saudade de tocar o foda-se e ser o galo do terreiro. Morri de véspera e o peru não foi pro forno. Ano que vem, quem sabe, melhora, quem sabe a porra toda desande. Quero mesmo é desandar, cagar em cada aresta dessa vida escalena e escalopada.

Mas nem tudo são tais flores. Na verdade, é mais vontade de escrever que outra coisa. Criança sabe por que fica de castigo. Deixa castigar, castiga tudo, meu pau, meus olhos, meus dentes e minhas tripas. Enquanto houver amortecedores, há esperança, e partindo disso, vou por aí, sacando a comiseração das pessoas com a minha figura, os sorrisos de boca americana (tem coisa mais cínica que um americano sorrindo de boca fechada? Reparem no sorriso do Donald Rumsfeld), aquele balãozinho de nuvem escrito 'lá vem o maluco, coitado... lá vem o caso perdido, lá vem aquilo que não presta, lá vem o homem de merda, o loser, o temba, o capiroto, o agressor, o pobre-coitado, o filho da puta' e coisas da alçada. Fodam-se todos, pixotinhos... vão passar pancake nas suas vidinhas. A maçã dos seus rostos é de cera. A minha tem bichos mas tem polpa.

Assim, tenho fumado a vida e bebido os dias. Aqueles que realmente me conhecem, conto-os nos fios de cabelo de um ovo, me consideram um herói.

Minha grande proeza é o sorriso. E que sorriso filho da puta de simpático eu tenho.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Dia estranho esse, bem estranho.

Passo a madrugada inteira com uma puta cólica dos infernos, meio-acordo de manhã e dou de cara com meu namorado já bem acordado e na internet, dizendo que a Paty não ia poder passar o ano novo com a gente. Puta merda!

Levanto pra ir pagar umas contas e esqueço o principal, comprar o meu remédio.

Por uma incompatibilidade de personalidade, tenho uma baita discussão com meu namorado. Feia mesmo, daquelas em que um dos dois vai embora sem dizer tchau e o outro se vê obrigado a ir atrás pra não piorar a situação.

As coisas se acalmam e a gente resolve dar uma volta. Vamos comer no mesmo lugar em que baixou um espirito em mim certa vez ( vide postagens anteriores), e no meio da cerveja eu começo a ter uma queda de pressão e a suar frio. É, eles (os fantasmas) não gostam de me ver lá. Fato.

Meu namorado me deixa em casa e vai embora. E eu resolvo escrever essas coisas que super não interessam a ninguém, enquanto o sono não chega.

Assim, esse ano eu devo ter ficado umas quatro noites de sábados (no máximo) em casa. E eu tô achando isso muito estranho mesmo. Juro.

E pra não dizer que eu não falei das flores, meu primo-irmão-melhor-amigo-que-eu-já-tive-em-toda-vida-e-que-casou-com-uma-mulher-que-morria-de-ciumes-de-mim-e-que-por-isso-nos-afastou, se separou.
Soube hoje. E a minha expressão foi qualquer coisa assim, de quem não sente muito: "Jóia! Agora podemos retomar a antiga parceria."

As vezes eu sou egoísta pra caralho. E nas outras vezes eu me acho super má mesmo. Muito embora, poderes paranormais tenham revelado ao meu namorado que eu tenho apenas, problemas de saúde.
Logo, quando eu disser que estou passando mal, e suspeitarem de uma invenção minha por algum motivo baseado no egoísmo ou maldade, defenderei até a morte a veracidade da paranormalidade.

É isso, meu Brasil. O meu mundo cor de rosa também tem espinhos. Mas como diria Ana Carolina "Sempre são rosas".

Boa noite, Fátima.